Palestras

Palestra Storytelling

A palestra reforçou a ideia de que uma boa história pode mudar ideias. Este é um ponto essencial na Educação Social, onde lidamos com preconceitos, resistências e realidades muitas vezes invisibilizadas. Ao usarmos histórias, reais ou simbólicas, podemos tocar o outro de forma mais profunda, apelando à emoção e à identificação, e não apenas à razão.

Na prática socioeducativa, o storytelling pode assumir várias formas: desde a partilha de histórias de vida em grupo, até à utilização de contos, vídeos, imagens ou dinâmicas narrativas como ferramentas de intervenção. O mais importante é que as histórias sejam contadas com um propósito. Assim, esta palestra fez-me compreender que, mais do que uma técnica, o storytelling é uma linguagem de humanidade, que toca, inspira e transforma.

Palestra Interculturalidade

Durante duas semanas, foram desenvolvidas várias iniciativas e atividades interculturais, trabalhando assim, a visibilidade das histórias e a educação para a empatia. Ao longo da palestra visualizamos um vídeo que testemunhava histórias reais de imigrantes em Portalegre, que foi particularmente tocante, pois deu um rosto e uma voz a pessoas que muitas vezes são invisibilizadas ou reduzidas a estereótipos.

Já no documentário do jovem que fugiu do Iraque aos 16 anos, e que ingressou no projeto "Opportunities" da APN, fizeram-me refletir sobre a força, a resiliência e as dificuldades profundas que muitos enfrentam ao tentar reconstruir as suas vidas num novo país. Histórias como estas são importantes para humanizar o discurso sobre migração, e para lembrar que por trás de cada indivíduo há uma vida cheia de sonhos, perdas e desafios.

Ao longo da palestra, refleti sobre algumas dificuldades enfrentadas pelos refugiados, como a burocracia que os impede de voltar aos seus países de origem, por falta de documentos do país de habitação, o isolamento social, por estarem sempre rodeados apenas de outros migrantes, não consegue desenvolver o seu português, ou até mesmo integrar-se, demonstrando assim a barreira linguística, que dificulta a aprendizagem do português e o acesso ao emprego, educação ou saúde, e por fim a exploração laboral, que expõe estas pessoas a condições de trabalho injustas ou indignas. Estas situações são reais e exigem uma resposta não apenas institucional, mas também ética e humana por parte de todos os que trabalham no campo social. Enquanto futura educadora social, reconheço a urgência de promover espaços de acolhimento, diálogo intercultural e capacitação nestes contextos.

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